Concha e pérola sabe que pertencem uma à outra
E hoje, diante da imensidão desse mar, do lugar que escolheram para celebrar esse amor, não haveria outro símbolo que melhor os representasse. Rafael é a concha. Firme, discreto, um abrigo silencioso. De aparência simples à primeira vista, mas com a arquitetura precisa de quem sabe proteger aquilo que tem valor. É nele que o amor se recolhe quando as correntes ficam mais fortes, é nele que a calma se estabelece quando tudo lá fora parece ruir.
A concha não se impõe, mas, se fecha quando precisa e se abre apenas quando sente confiança. Afinal, ela sabe o peso e a beleza do que guarda. Carolina é a pérola. Rara, sensível, feita de tempo e transformação. Não nasceu pronta: foi sendo moldada no escuro, com paciência e entrega, dia após dia, como tudo o que é precioso neste mundo.
É dela que emana o brilho discreto e profundo que dá sentido à concha. Sem ela, a concha é apenas um invólucro. Com ela, é santuário. O mar, por sua natureza, nunca cessa. Ora é brando, ora é agitado. Assim como a vida. Ondas virão, correntes se moverão, novas profundezas surgirão. No entanto, a concha e a pérola sabem que pertencem uma à outra.
Mesmo nas marés mais turbulentas, permanecem unidas. E quanto mais unidas permanecem, mais se fortalecem. A concha se torna mais resistente. A pérola, mais luminosa. E é nesse equilíbrio que habita o amor de vocês, Carolina e Rafael. Um amor que não precisa se anunciar para ser verdadeiro, que cresce no silêncio compartilhado, que se firma na confiança mútua e na entrega serena.




[Trecho da cerimônia personalizada para Carolina e Rafael, no Solar Beach Hotel em Florianópolis (SC). Texto e celebração por mim, Isa da Sem Travas no Coração.]
Fotos: Fran Hoffman
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