A cerejeira não teme a mudança de estações

O amor de Rodrigo e Gabriela é como uma cerejeira. Desde a primeira vez em que se cruzaram, suas raízes começaram a se entrelaçar, ainda que de forma sutil, como se o solo da vida já soubesse que ali germinava algo especial.

No início, não foi uma árvore frondosa de imediato. Houve um tempo de espera, de separação, de crescimento individual. Mas, assim como a cerejeira precisa atravessar estações antes de florescer, o amor de vocês, também precisou do tempo certo para revelar sua beleza plena.

Na cultura japonesa, a flor de cerejeira, a sakura, simboliza a efemeridade da vida e a preciosidade dos momentos. Vocês, Rodrigo e Gabriela, aprenderam isso na prática. Houve momentos em que poderiam ter se perdido um do outro, em que os ventos pareciam soprar em direções opostas.

No entanto, a cerejeira não teme a mudança das estações. Ela sabe que cada inverno guarda a promessa de uma nova primavera. Assim foi com vocês: cada reencontro, cada mensagem trocada à distância, cada escolha consciente de permanecer foi um broto novo surgindo, preparando o momento certo para florescerem juntos.

Existe uma lenda antiga que diz que as cerejeiras florescem mais exuberantes quando enraizadas em solo fértil de sentimentos verdadeiros. E que, quando duas pessoas compartilham a sombra de uma cerejeira, seus destinos se entrelaçam para sempre.

Vocês, Rodrigo e Gabriela, ao longo dos anos, construíram esse solo fértil: feito de respeito, companheirismo, paciência e a certeza de que o amor verdadeiro não é aquele que exige urgência, mas que resiste ao tempo e se fortalece nele.

[Trecho da cerimônia personalizada para Rodrigo e Gabriela, na AFMM, em Maringá (PR). Texto e celebração por mim, Isa da Sem Travas no Coração.]

Fotos: Rickardo Andrade

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