Já nasci velha…

Para ir para a balada quando lá fora faz -1 grau. Para tirar o pijama no fim de semana. Para ter paciência em joguinhos de relacionamento. Para assistir minha novela no “Vale a pena ver de novo”. Para não entender a liquidez das relações.  Para não aceitar como o like se tornou mais importante do que um abraço. Para tolerar falsidade, hipocrisia e puxação de saco.

Pois é, já nasci velha para essas e para muitas outras coisas. Porque, afinal, independentemente de quão jovem você é, é no velho e no dito “ultrapassado” que é possível encontrar conforto e sinceridade. Em uma sociedade tão evoluída e moderna, é no velho que, muitas vezes, encontramos a sabedoria. Nos velhos costumes, nos velhos idosos, nos velhos ensinamentos.

Algumas coisas, de fato, nunca envelhecem. Por mais que os relacionamentos virtuais cresçam a cada dia, é no toque, no beijo e no abraço, que o sentimento se encontra. Diante de tantas notícias de parceiros matando suas mulheres, de pais abandonando seus filhos, é naquele velho sentimento de aconchego e de colo que ainda está o significado de uma família.

É no respeito ao diferente, é na discussão pacífica que o velho ainda se encontra. O novo, que deveria pressupor melhoria e evolução parece ter regredido. Por vezes, os velhos conceitos ensinados pelos nossos pais, avós e professores são mais atuais do que vemos por aí. Afinal, amor ao próximo, bondade e respeito jamais saem de moda. Passe o tempo que passar, por mais que sejam vistos como caretas e clichês, esse velho jamais envelhece. Sejamos velhos, então!

O afeto é revolucionário. Leia aqui.

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